O resultado de uma “passadinha
rápida” na I Feira de Livros do Shopping Tambiá, quase uma salada de frutas de
livros e estilos: Auto da Compadecida (Ariano Suassuna), O Diário de Zlata – A vida
de uma menina na guerra (Zlata Filipovic), Viajar é sonhar acordado (Carlos
Romero), Corações Sujos (Fernando Morais), Os dez mandamentos da Ética (Gabriel
Chalita), Aventuras da Família Brasil (Luís Fernando Veríssimo), e Made in
Japan – Akio Morita e a Sony (com Edwin M. Reingold e Mitsuko Shimomura).
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Feira de Livros
Coisa boa poder conciliar uma olhadela nas vitrines com um passeio por estantes de livros. Uma parceria promove, até o próximo dia 31 de agosto, a I Feira de Livros do Shopping Tambiá com acervo de O Sebo Cultural, com direito a diversas atividades literárias. E para completar, você ainda pode dar um pulinho no café ao lado, fingir que o barulho das sacolas em nada te atrapalham, e começar a folhear os livros comprados por um precinho bem camarada.
| Participação dos escritores Hildeberto Barbosa Filho e Willis Leal,neste sábado (24/08) (Foto: Helder Pinto) |
| Foto: Helder Pinto |
| Foto: Helder Pinto |
| Foto: Helder Pinto |
| Foto: Helder Pinto |
| O fotógrafo Helder Pinto, esperando ansioso o autógrafo do simpático Luizinho Bola Cheia. (Foto: Lilla Ferreira) |
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
LILJA 4-EVER (Para Sempre Lilya)
Um
daqueles filmes que se descobre por acaso, sem nenhuma referência, foi assim
com Para Sempre Lilya (Drama, Suécia/Dinamarca, 2002, 109 min.). Na verdade, o
que me chamou a atenção foi o fato da personagem principal ter o mesmo nome que
meu apelido (Lilia, Lila, Lilla, Liazinha e outras variações), mas o filme foi
uma grata surpresa. Um tanto angustiante, graças à atmosfera de pesada falta de
perspectiva e de um ambiente (ainda!) naturalmente machista. O roteiro do filme
foi baseado na vida de Danguole Rasalaite, uma garota de 16 anos da Lituânia
que foi manchete na Suécia em 2000.
Conta
a história de Lilya, uma garota de 16 anos, que tem como único amigo o garoto
Volodja, e que foi abandonada pelo pai ao nascer e pela mãe na adolescência. Eles
moram numa vila pobre na Estônia, fantasiando sobre uma vida melhor. Certo dia,
Lilya se apaixona por Andrej, que diz estar indo para a Suécia e a convida para
ir com ele iniciar uma vida nova. Vida esta que parece mais uma vez estar
fadada ao fracasso e sofrimento, passivo e silencioso. Uma menina forte, mas
que se torna tão frágil diante do tamanho do peso que se coloca, para alguém
tão jovem e sozinha. Tocante.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
A Oficina do Escritor
Acabo
de descobrir mais uma de minhas contradições, eterna geminiana. Para quem vivia
gabando-se de ser apenas leitora, soa bem pretensioso esse tal de blogue,
afinal o que é isto aqui? Continuo achando que o fato de gostar de ler não faz
com que você seja candidato a escritor. E que se todo leitor começar a
escrever, quem vai ler tantos livros? Talvez escrever sobre o que se lê possa
funcionar apenas como extensão de leitura. Talvez ler e escrever sejam, para
mim, como o ar que respiro. E talvez seja uma sorte para o autor de A Oficina
do Escritor (Ateliê Editorial, 2008, 149 páginas), Nelson de Oliveira, que
existam sim leitores-escritores e os valorosos oficinandos. Afinal ele transformou
sua experiência como escritor numa produtiva atividade pedagógica. A intenção é
ajudar autores inexperientes a praticar a reflexão e a disciplina, de forma a
evitar clichês e aprender a lidar com o mundo literário
Mas
bastou seguir na leitura que minha teoria se confirmou, pois segundo o autor “tão
intenso quanto o prazer de escrever (a montagem cuidadosa de um texto) é o de
ler (a desmontagem cuidadosa de um texto). O uso eficiente da caixa de
ferramentas tem o poder de multiplicar o sentido da obra investigada. Com as
ferramentas certas à mão, cada nova leitura não só repete os passos da
construção do texto, como revela suas camadas mais profundas, até então
desconhecidas até mesmo do próprio autor.”
domingo, 18 de agosto de 2013
Domingo no parque
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Música ao Longe
Alguns
livros contam sua própria história. Este exemplar é um deles. Foi lido tantas, mas
tantas vezes, que ficou neste estado. Não sei explicar, nunca fui uma mocinha
dada a romances ou coisas delicadas, mas me apaixonei loucamente por este livro
quando tinha 14 anos. Ele foi lido algumas vezes de cabo a rabo. Depois comecei
a procurar os trechos preferidos. Era como um grande amigo. Quando batia a
saudade, era só correr e folhear algumas páginas. O bom mesmo é que essa
leitura me levou a outras obras do Érico Veríssimo. Clarissa, Ana Terra, Solo de Clarineta, Caminhos Cruzados, Incidente em Antares... E a partir daí comecei uma fase de leitura em
bloco. Descobrir um autor, voar para a biblioteca e procurar tudo sobre ele. Hoje, é abrir o livro e sentir voltar todo o seu encantamento.
Mais
sobre o livro
A
obra retrata a decadência econômica e moral da rica e tradicional família Albuquerque
sob o ponto-de-vista da jovem professora Clarissa, personagem do romance
homônimo de Érico. Em Música ao Longe (Globo, 1982, 195 páginas), a jovem,
apaixonada pelo primo Vasco, dá os primeiros passos em direção à vida adulta e
à maturidade. O título do livro remete aos sentimentos de Clarissa, que são
como uma "música ao longe", pois ela não tem certeza se eles são
mesmo verdadeiros. O livro foi vencedor do "Prêmio de Romance Machado de
Assis", instituído em 1934 pela Cia. Editora Nacional de São Paulo.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Renoir, o filme
A
sensação é de que se assiste a uma grande tela em movimento, tal a beleza da
fotografia do filme Renoir (Drama, 2012, França, 111 min.), que faz juz ao
talento do pintor. Cores e texturas saltam aos olhos. Ao longo do filme, a
sensação de invejar tempos mais lentos para se viver, onde o próprio fazer
artístico tinha outro ritmo, aparentemente bem mais compatível com o bem viver.
Impressiona também a noção de operário da arte que Renoir, segundo a narrativa
do filme, parecia imprimir ao seu fazer artístico. Belíssimo.
Sinopse
Côte
d'Azur, 1915. Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet) é atormentado pela morte
da esposa, as dores da artrite e a preocupação com o filho Jean (Vincent
Rottiers), que luta na Primeira Guerra Mundial. Eis que surge em sua vida
Andrée (Christa Theret), uma jovem bela e radiante que desperta no pintor uma
inesperada energia. Rejuvenescido, Renoir a torna sua musa. Quando Jean retorna
à casa do pai para se recuperar de um grave ferimento na perna, ele se envolve
com Andrée e a torna também sua musa, mas de um sonho ainda distante: o de
fazer cinema.
domingo, 11 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Vamos embarcar juntos nesta viagem?
| Foto: Lilla Ferreira |
Odeio fazer malas. Na
verdade, confesso, não consigo. Como saber o que usar amanhã, depois de amanhã.
Como boa geminiana, o ideal seria uma mala mágica, para levar o quarto inteiro.
Mas viajar é mágico, e o preço que se paga é arrumar as malas. Aliás,
dependendo do tipo de viagem, arrumar mil coisas. Tipo passaporte, visto, o
clima do local, a cultura, tudo isso faz parte da organização. O livro Viajante
Chic, Dicas de Viagem por Glória Kalil (Agir, 2012, 164 páginas), é um
excelente guia de como planejar uma viagem. Mesmo que em alguns momentos seu
orçamento passe longe das indicações da autora, que é prática mesmo sendo
chique. Concordo com ela quando diz, “viajar é bom até quando dá errado”.
domingo, 4 de agosto de 2013
Marcadores de livros nunca são demais
| Parte de minha coleção de marcadores de livros. |
Minha mania por marcadores começou por necessidade. Virou paixão,
hoje beira quase a obsessão. O caso é tão sério, que quando pego um novo livro
para ler já fico imaginando se tenho um marcador para combinar com sua atmosfera. Eles podem ser quase tão companheiros quanto o livro.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A Abadia de Northhanger
Primeiro
romance concluído por Jane Austen (1775-1817), só foi publicado postumamente,
em 1818. Segundo os editores, A Abadia de Northhanger (L&PM Pocket, 2011,
268 páginas) é o livro mais leve e francamente cômico de uma das escritoras
mais lidas de todos os tempos. Paródia dos romances góticos (os best-sellers da
época), a história de Catherine Morland também retrata com argúcia uma
sociedade que se transformava e um mundo em que quase todos faziam tudo por
dinheiro, inclusive as mocinhas dos romances.
Ao ler a ressalva da autora no inicio do livro, de que seria necessário observar os trechos da obra que se tornaram comparativamente obsoletos depois de treze anos (tempo que demorou para o livro ser publicado), fiquei imaginando o que Jane Austen diria sobre os costumes da modernidade. “O público deve ter em mente que treze anos se passaram desde que ela foi concluída, muitos mais desde que foi iniciada, e que, ao longo desse período, lugares, costumes, livros e opiniões sofreram consideráveis transformações”, diz a autora. Mas acho que ela se espantaria mesmo é com a modernidade de muitas de suas observações, sejam sobre o mundo literário ou sobre a vida em sociedade. Algumas coisas, infelizmente, nem com o tempo evoluem.
| Foto: Lilla Ferreira |
Ao ler a ressalva da autora no inicio do livro, de que seria necessário observar os trechos da obra que se tornaram comparativamente obsoletos depois de treze anos (tempo que demorou para o livro ser publicado), fiquei imaginando o que Jane Austen diria sobre os costumes da modernidade. “O público deve ter em mente que treze anos se passaram desde que ela foi concluída, muitos mais desde que foi iniciada, e que, ao longo desse período, lugares, costumes, livros e opiniões sofreram consideráveis transformações”, diz a autora. Mas acho que ela se espantaria mesmo é com a modernidade de muitas de suas observações, sejam sobre o mundo literário ou sobre a vida em sociedade. Algumas coisas, infelizmente, nem com o tempo evoluem.
sábado, 20 de julho de 2013
Tudo ao mesmo tempo, agora
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Uma janela para o inconsciente
Acho
que minha escolha pela leitura de Dossiê Freud (Universo dos Livros, 2008, 159
páginas), de Elizabeth Mednicoff, foi quase um ato falho. Quem sabe um desejo
inconsciente de voltar à terapia. Mas a intenção, do livro, é falar de forma
simples e acessível para todas as pessoas que tenham interesse em conhecer a
vida e as idéias de Sigmund Freud. Ilusão. Freud nunca será simples. Por quantas
vezes me peguei lendo e relendo. Afinal, quando o tema é o universo secreto da mente,
por mais que a linguagem seja acessível, nada é tão simples.
Oportunidade
de conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal e o trabalho do homem que
desenvolveu a Teoria da Sexualidade e do Inconsciente, o princípio de várias
outras descobertas. O “Pai da Psicanálise” foi também um homem com defeitos e
limitações, como qualquer um, mas com grandes qualidades e muita visão. Ele
estava, definitivamente, além de sua época.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Driblando o tempo livre
Por esses dias respiramos
dias de manifestações e de bola rolando, e por mero acaso (inspirada nos gritos de gol) a velha mania de ler até bula de remédio
me levou a confiscar o livro Nunca Fui Santo, depoimento a Mauro Beting
(Universo dos Livros, 2012, 167 páginas), num momento de emergência. Aquele que
você tem um tempo livre de surpresa e nada separado para leitura. Perfeita para
o momento, encerrada justamente no dia do olé do Brasil na Copa das
Confederações. O goleiro Marcos é um homem simples, de verdade, e está muito
bem assim. Palmeirense apaixonado, profissional dedicado, de tão homem comum
sua biografia praticamente descreve jogos e acontecimentos do futebol. De tão
tricolor, quase simpatizei com seu time de paixão ao final do livro. Quase,
porque fiquei querendo mesmo é poder ler a história de vida e de carreira de um
dos meus ídolos no futebol, o Rogério Ceni.
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