domingo, 18 de agosto de 2013

Domingo no parque

Tia Lilla com Aline e Juliano, um domingo no Parque Ibirapuera
(São Paulo, maio de 1990)
Nenhum arrependimento, até parece que sabíamos as voltas que o mundo daria. Aproveitamos todos os pequenos momentos juntos, nos divertimos e fomos felizes. Ainda somos. A distância não roubou nosso afeto.  

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Música ao Longe

Alguns livros contam sua própria história. Este exemplar é um deles. Foi lido tantas, mas tantas vezes, que ficou neste estado. Não sei explicar, nunca fui uma mocinha dada a romances ou coisas delicadas, mas me apaixonei loucamente por este livro quando tinha 14 anos. Ele foi lido algumas vezes de cabo a rabo. Depois comecei a procurar os trechos preferidos. Era como um grande amigo. Quando batia a saudade, era só correr e folhear algumas páginas. O bom mesmo é que essa leitura me levou a outras obras do Érico Veríssimo. Clarissa, Ana Terra, Solo de Clarineta, Caminhos Cruzados, Incidente em Antares... E a partir daí comecei uma fase de leitura em bloco. Descobrir um autor, voar para a biblioteca e procurar tudo sobre ele. Hoje, é abrir o livro e sentir voltar todo o seu encantamento.

Mais sobre o livro
A obra retrata a decadência econômica e moral da rica e tradicional família Albuquerque sob o ponto-de-vista da jovem professora Clarissa, personagem do romance homônimo de Érico. Em Música ao Longe (Globo, 1982, 195 páginas), a jovem, apaixonada pelo primo Vasco, dá os primeiros passos em direção à vida adulta e à maturidade. O título do livro remete aos sentimentos de Clarissa, que são como uma "música ao longe", pois ela não tem certeza se eles são mesmo verdadeiros. O livro foi vencedor do "Prêmio de Romance Machado de Assis", instituído em 1934 pela Cia. Editora Nacional de São Paulo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Renoir, o filme


A sensação é de que se assiste a uma grande tela em movimento, tal a beleza da fotografia do filme Renoir (Drama, 2012, França, 111 min.), que faz juz ao talento do pintor. Cores e texturas saltam aos olhos. Ao longo do filme, a sensação de invejar tempos mais lentos para se viver, onde o próprio fazer artístico tinha outro ritmo, aparentemente bem mais compatível com o bem viver. Impressiona também a noção de operário da arte que Renoir, segundo a narrativa do filme, parecia imprimir ao seu fazer artístico. Belíssimo.


Sinopse
Côte d'Azur, 1915. Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet) é atormentado pela morte da esposa, as dores da artrite e a preocupação com o filho Jean (Vincent Rottiers), que luta na Primeira Guerra Mundial. Eis que surge em sua vida Andrée (Christa Theret), uma jovem bela e radiante que desperta no pintor uma inesperada energia. Rejuvenescido, Renoir a torna sua musa. Quando Jean retorna à casa do pai para se recuperar de um grave ferimento na perna, ele se envolve com Andrée e a torna também sua musa, mas de um sonho ainda distante: o de fazer cinema.







quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vamos embarcar juntos nesta viagem?


Foto: Lilla Ferreira
Odeio fazer malas. Na verdade, confesso, não consigo. Como saber o que usar amanhã, depois de amanhã. Como boa geminiana, o ideal seria uma mala mágica, para levar o quarto inteiro. Mas viajar é mágico, e o preço que se paga é arrumar as malas. Aliás, dependendo do tipo de viagem, arrumar mil coisas. Tipo passaporte, visto, o clima do local, a cultura, tudo isso faz parte da organização. O livro Viajante Chic, Dicas de Viagem por Glória Kalil (Agir, 2012, 164 páginas), é um excelente guia de como planejar uma viagem. Mesmo que em alguns momentos seu orçamento passe longe das indicações da autora, que é prática mesmo sendo chique. Concordo com ela quando diz, “viajar é bom até quando dá errado”.

domingo, 4 de agosto de 2013

Marcadores de livros nunca são demais

Parte de minha coleção de marcadores de livros.
 
Minha mania por marcadores começou por necessidade. Virou paixão, hoje beira quase a obsessão. O caso é tão sério, que quando pego um novo livro para ler já fico imaginando se tenho um marcador para combinar com sua atmosfera. Eles podem ser quase tão companheiros quanto o livro.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Abadia de Northhanger


Foto: Lilla Ferreira
Primeiro romance concluído por Jane Austen (1775-1817), só foi publicado postumamente, em 1818. Segundo os editores, A Abadia de Northhanger (L&PM Pocket, 2011, 268 páginas) é o livro mais leve e francamente cômico de uma das escritoras mais lidas de todos os tempos. Paródia dos romances góticos (os best-sellers da época), a história de Catherine Morland também retrata com argúcia uma sociedade que se transformava e um mundo em que quase todos faziam tudo por dinheiro, inclusive as mocinhas dos romances.

Ao ler a ressalva da autora no inicio do livro, de que seria necessário observar os trechos da obra que se tornaram comparativamente obsoletos depois de treze anos (tempo que demorou para o livro ser publicado), fiquei imaginando o que Jane Austen diria sobre os costumes da modernidade. “O público deve ter em mente que treze anos se passaram desde que ela foi concluída, muitos mais desde que foi iniciada, e que, ao longo desse período, lugares, costumes, livros e opiniões sofreram consideráveis transformações”, diz a autora. Mas acho que ela se espantaria mesmo é com a modernidade de muitas de suas observações, sejam sobre o mundo literário ou sobre a vida em sociedade. Algumas coisas, infelizmente, nem com o tempo evoluem.

sábado, 20 de julho de 2013

Tudo ao mesmo tempo, agora

Exercitando a velha mania de ler um pouco de cada coisa. Se não for assim, acabo achando tudo meio chato. O lado bom, diversão. O lado ruim, dispersão.

Foto: Lilla Ferreira

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Uma janela para o inconsciente


Acho que minha escolha pela leitura de Dossiê Freud (Universo dos Livros, 2008, 159 páginas), de Elizabeth Mednicoff, foi quase um ato falho. Quem sabe um desejo inconsciente de voltar à terapia. Mas a intenção, do livro, é falar de forma simples e acessível para todas as pessoas que tenham interesse em conhecer a vida e as idéias de Sigmund Freud. Ilusão. Freud nunca será simples. Por quantas vezes me peguei lendo e relendo. Afinal, quando o tema é o universo secreto da mente, por mais que a linguagem seja acessível, nada é tão simples. 


Oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal e o trabalho do homem que desenvolveu a Teoria da Sexualidade e do Inconsciente, o princípio de várias outras descobertas. O “Pai da Psicanálise” foi também um homem com defeitos e limitações, como qualquer um, mas com grandes qualidades e muita visão. Ele estava, definitivamente, além de sua época.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Driblando o tempo livre


Por esses dias respiramos dias de manifestações e de bola rolando, e por mero acaso (inspirada nos gritos de gol) a velha mania de ler até bula de remédio me levou a confiscar o livro Nunca Fui Santo, depoimento a Mauro Beting (Universo dos Livros, 2012, 167 páginas), num momento de emergência. Aquele que você tem um tempo livre de surpresa e nada separado para leitura. Perfeita para o momento, encerrada justamente no dia do olé do Brasil na Copa das Confederações. O goleiro Marcos é um homem simples, de verdade, e está muito bem assim. Palmeirense apaixonado, profissional dedicado, de tão homem comum sua biografia praticamente descreve jogos e acontecimentos do futebol. De tão tricolor, quase simpatizei com seu time de paixão ao final do livro. Quase, porque fiquei querendo mesmo é poder ler a história de vida e de carreira de um dos meus ídolos no futebol, o Rogério Ceni.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fast Food


Leitura leve e rápida. Foi assim com Sushi (Bertrand Brasil/BestBolso, 2012, 558 páginas), de Marian Keyes. Ele veio parar no carrinho de supermercado por acaso, acho que era uma boa promoção, e a hora da fome. Adoro sushi. E porque não? Eram dias de folga, perfeitos para leitura descompromissada. O bom foi descobrir que a coisa toda do livro acontecia exatamente no universo de uma redação de revista feminina. É como dizem, as águas acabam correndo para o mar. Apesar do tom de romance feminino + best seller, me diverti reconhecendo comportamentos na tal redação, e de quebra ainda conheci um pouco da Irlanda, onde a estória se desenrola.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

My family

Meu pai João, minhas irmãs Maria Gorett e Maria Rogéria, eu (a Maria que virou Lilla), e minha mãe Francisca

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Inch'allah


Algumas coisas nos fazem acreditar que realmente menos é mais. O filme Inch’allah (Inglês/Francês/Hebreu, Drama, 2012, 102 min.) é de uma singeleza que chega a incomodar. Por vezes esperei que a ação fosse evoluir, e nada. A narrativa continuava linear, contando uma história complicada de forma simples. À medida que o filme avança a gente se dá conta de que realmente não precisa mais, o sofrimento e a angústia dos personagens preenchem todas as antigas expectativas de ação. O drama é psicológico. As dores são subjetivas. Mas a história é bem real, e o que vemos na tela acontece agora, enquanto escrevo esse texto. Saber disso, sofrer com eles e sentir-se impotente diante de tudo, já é o suficiente. 
 
Sinopse

Chloé é uma jovem médica canadense que divide seu tempo entre o Ramallah, onde trabalha com a Organização Humanitária "Red Crescent", e Jerusalém, onde mora ao lado de sua amiga Ava, uma jovem soldado israelense. Cada vez mais sensível ao conflito, Chloé vai diariamente pelo posto entre as duas cidades para chegar ao campo de refugiados, onde monitora as gestações de mulheres jovens. Como se torna amiga de Rand, uma de suas pacientes, Chloé aprende mais sobre a vida nos territórios ocupados e começa a passar algum tempo com a família de Rand. Dividida entre os dois lados do conflito, Chloé tenta tudo que pode para criar elos entre suas amigas, mas sofre por permanecer uma eterna estrangeira para ambos os lados.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Instituto dos Cegos


O Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha (ICPAC) realizará a sua tradicional festa de São João, consagrada pela animação contagiante de quem têm tantas histórias de superação para celebrar. O autêntico forró pé de serra será garantido pelo show da Banda Caçuá, com participação do cantor Beto Melo e do Trio Forró Pesado, composto por deficientes visuais. A Quadrilha do Coronel Laurentino, uma das poucas no Brasil formada por casais de cegos, será outro ponto alto da programação, homenageando o mestre Sivuca, com o tema “Feira de Mangaio”. 

Serviço
Data: hoje (14/06/2013) 
Hora: a partir das 19h00
Local: Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, localizado na Av. Santa Catarina, 396, Bairro dos Estados, João Pessoa (PB)