domingo, 6 de março de 2011

LOBÃO


Foto:Helder Pinto

A década de 80 foi muito especial. Adolescência, leveza, sonhos, amigos, família feliz, tantas coisas. Uma musicalidade muito rica marcou essa época. Muito rock, muitas festas.  Esses dias, uma oportunidade de relembrar. A visita do músico, apresentador e agora escritor Lobão, lançando seu livro “50 Anos a Mil” (Nova Fronteira, 2010, 591 páginas) aqui na capital paraibana, trouxe lembranças e sentimentos que pareciam esquecidos. Vida louca, vida.... Bom. Agora, vamos à leitura dos relatos do irreverente Lobão, com a colaboração do jornalista Cláudio Tognolli, que a princípio me parecem bem corajosos. Gosto do gênero “esta é minha vida”.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ATITUDE

Voltando ao futebol, que me dizem da atitude do Ronaldo Fenômeno, agora aposentado, de levar seu “novo” filho a tiracolo a todos os eventos e encontros midiáticos? Nem de longe lembra a atitude de Pelé, Rei de fato e de direito, que se recusou a assumir sua filha, mesmo depois de comprovação jurídica e DeNeAlística, como diria Odorico Paraguaçu.  Sandra Regina demorou quase três décadas para ser reconhecida como filha por Pelé. Ronaldo, apesar de resistir um pouco à notícia no início, dois meses depois do resultado do exame que comprovava sua paternidade, já estava de mãos dadas com o seu novo filho, Alex, de cinco anos. Ronaldo e Pelé, cada um em seu momento histórico, parecem ter em comum o talento para o futebol (arte), assim como o talento para gerir suas carreiras fora do gramado. Talvez as diferenças estejam apenas no que se refere à paternidade. Em alguns detalhes como carinho, responsabilidade e, porque não, ética.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

LITERATURA


Nos dias 06 e 07 de março, será realizado, em Campina Grande, o II Encontro de Literatura Contemporânea entre Escritores e Editores: a Trajetória dos Livros. O evento é composto por duas palestras e cinco mesas-redondas, além de dois momentos para lançamento e sorteio de livros. Realizado pelo Núcleo Literário Blecaute e pelo XX Encontro da Nova Consciência, o evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia. O horário da programação, para os dois dias, é das 9h às 12h e das 14h às 18h. As atividades acontecerão no Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba, na Avenida Floriano Peixoto, 1461, Centro. Mais informações: (83) 8844-9131.
Fonte: Ministério da Cultura



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

JOGO

Hoje, nada de livros ou filmes. Rumo à outra paixão, também arte, o futebol. Meu “amado clube brasileiro” tricolor, o São Paulo Futebol Clube, joga hoje à noite com o Treze-PB - o Galo da Borborema - em Campina Grande, no estádio Amigão. Eu aqui tão pertinho, em João Pessoa, Capital, e tão longe. Não vou poder assistir ao vivo, me contento com a abençoada TV a cabo. Mas a camisa já foi lavada, passada, só esperando o momento de o time entrar em campo. Aí está o problema. Quando o time entrar em campo, serão duas paixões em jogo. Meu São Paulo, time que aprendi a amar ainda criança, nas ruas do Brooklin Paulista, em Sampa, ou no Morumbi, estádio do coração. Mas o que fazer agora, de volta à terra natal, como mais nova torcedora do Treze? Torcer pelo bom futebol, e que ganhe o que estiver mais inspirado nesta quarta-feira (16). Mas tenho que confessar, bem que eu gostaria de ver o Rogério Ceni, meu ídolo (depois do Zetti, Raí, Cafu, Telê Santana, e etc.), fazer o centésimo gol em terras paraibanas. Vamos ao jogo!

São Paulo e Treze se encontraram poucas vezes ao longo da história. Mas o suficiente para o tricolor paulista abrir vantagem. Em sete duelos, os são-paulinos venceram cinco e os paraibanos apenas duas. O ataque do São Paulo marcou 19 gols, enquanto a defesa sofreu quatro. O último confronto entre eles aconteceu em 2002. Na partida de volta da Copa do Brasil daquele ano, o Tricolor goleou o Treze por 4 a 1, no Morumbi. Na oportunidade, Kaká e Reinaldo, com dois gols cada, garantiram o triunfo. No jogo de ida, na Paraíba, vitória dos anfitriões por 1 a 0.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

VIÚVAS e etc.

É possível afirmar que a desigualdade dos gêneros é coisa do passado? Particularmente não gosto muito de bandeiras, não aquelas hasteadas com exagero oportunista ou recalques. Mas é impossível dizer que homens e mulheres são iguais em uma sociedade onde homens são melhores remunerados, onde mulheres são apedrejadas por ‘supostos’ adultérios ou garotinhas de oito anos são isoladas do mundo por serem ‘viúvas’. Homens e mulheres são cada vez mais iguais, graças a Deus, mas falta muito ainda para o jogo empatar. O filme “O Rio da Lua” (Water, 2005, Índia/Canadá, Drama/Romance, 117 min.), de Deepa Mehta, me chegou por acaso e sem intenção. E acabou surpreendendo pela delicadeza não panfletária do tema, e por sua doce e triste história. Que mostra nas entrelinhas os direitos da mulher na sociedade indiana que ainda hoje parece bastante influenciada pelo casamento tradicional, onde os noivos são escolhidos pelos familiares. Mostra a triste sina das viúvas na Índia do século passado, quando as idéias de Ghandi começam a mudar o rumo da tradição. O foco é a história da pequena Chuyia e sua amiga Kalyani que se prostitui para financiar o “lar” de viúvas e que ousa perturbar as regras, apaixonando-se por um homem com estudos universitários que está disposto a desafiar a tradição. Estas mulheres, além de remetidas ao esquecimento, não têm dinheiro para comer e vivem da caridade alheia. As mais novas usam a prostituição para pagar as despesas das mais idosas num jogo social que todos conhecem, mas querem ignorar.

E se o tema é social, este foi exatamente o próximo filme a que assisti. “Rede Social” (2010, EUA, Drama, 121 min.), na lista do Oscar 2011. Este não me impressionou. Bem resolvido, incomodou o jogo a qualquer preço dos interesses do universo do Facebook, que faço parte, confesso. Será esse o destino do indivíduo moderno? Seguindo a lista de indicações, mais um desconforto com “Cisne Negro” (2010, EUA, Suspense, 103 min.). Ótimo filme, que nos coloca em xeque com o maniqueísmo disfarçado de nossos mundinhos. Como sempre fujo de filmes de terror, senti certo desconforto com o mergulho no mundo negro da brilhante atriz-bailarina. Sensação que foi embora rapidinho com o “Discurso do Rei” (2010, Inglaterra, Drama, 18 min.), tradição e um pouco de humanidade onde menos se espera, na realeza.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CRACK


Pela segunda vez esbarro no livro Crack – O caminho das Pedras (Ática, 1996, 246 páginas), mas só desta vez a leitura foi tranqüila. Outro momento, outra perspectiva. Até a realidade do crack é outra, muito, mas muito mais cruel do que a retratada pelo escritor e jornalista Marco Uchoa, que morreu de câncer em novembro de 2005, aos 36 anos. Quando o trabalho investigativo foi realizado para a confecção do livro, ninguém acreditava no poder dessa droga. Estado, polícia, família, e os próprios usuários, ainda desconheciam a proporção do mal que ela causaria. Uchoa foi visionário ao desnudar uma realidade que só ele e alguns poucos pareciam enxergar naquele momento. Ainda hoje, poucos livros se encontram sobre o tema. Descaso de governos e polícias, medo e vergonha das famílias, impotência dos dependentes diante do crack. Esses podem ser alguns dos fatores que contribuíram para adiar a real noção dos fatos. Foi ficando cada vez mais difícil ignorar o crack e seu poder devastador. Essa droga saiu dos guetos e chegou ao asfalto, aos prédios de luxo, aos doutores e pais de família. Ela não escolhe vítima.

A dependência é uma doença incurável, como a diabete ou hipertensão. Mas tem controle. Mais doloroso e sofrido, é verdade, mas tem. Amor, carinho, pulso forte, clínicas de recuperação, remédios, ou mesmo as reuniões dos Narcóticos Anônimos, podem ser alguns dos caminhos a trilhar no doloroso caminho da recuperação. Como afirma Marco Uchoa, “o maior problema é a dependência psicológica. Por isso, até que o usuário encontre seu ponto de equilíbrio, ocorrem muitas recaídas. O tratamento de um dependente é sempre uma trajetória penosa, onde os obstáculos começam na escolha do local para dar os primeiros passos em direção ao abandono das pedras”. O trabalho de Uchoa traça uma radiografia da droga que desembarcou primeiro na periferia de São Paulo, no final dos anos 80, e agora já é vendida em todos os cantos do País. O repórter colheu depoimentos contundentes de pessoas que se envolveram com a droga, tanto no tráfico como no vício. A obra mostra ainda a relação do crack com a violência, os efeitos da droga no organismo e como o entorpecente chegou ao Brasil. O livro ganhou o prêmio Jabuti, em 1997, como melhor livro-reportagem, e pode ser lido através do link. Marco-Antonio-Uchoa-Crack-o-Caminho-Das-Pedras

domingo, 16 de janeiro de 2011

CATIVEIRO

Impossível imaginar a possibilidade de ser arrancada de súbito de minha vida. Impossível imaginar a possibilidade de passar sete anos sem liberdade no meio da selva, sem o mínimo de condições de higiene, conforto, sem nada. Apenas existindo, à força. Em cada página do livro da franco-colombiana Ingrid Betancourt, “Não há silêncio que não termine” (Companhia das Letras, 2010, 553 páginas), a sensação de desconforto e de incredulidade. Parece incrível que alguns (nesse caso, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-FARC), em nome de pseudo-ideais, se julguem no direito de submeter um indivíduo a tais condições. Parece incrível que alguém consiga sobreviver a isso. Eu, por mais que imagine, não sei se o faria. Curioso a leitura deste livro se dar, exatamente, no período em que as mídias alardeiam os acontecimentos que destruíram parte de cidades da região serrana do Rio de Janeiro. Da mesma forma que no caso da Ingrid, não consigo imaginar-me sendo levada no meio da noite por uma avalanche, perdendo a vida, todos os meus pertences ou pessoas queridas. Tudo tão cruel. Mas cruel mesmo é saber que estas tragédias, o sequestro e os desmoronamentos podiam, quem sabe, não ter acontecido. Que diferença faz isso AGORA, se quem pagou o preço não fui eu, você, ou os responsáveis? Talvez faça alguma diferença SIM, para as gerações futuras. Talvez por isso valha à pena apontar o dedo e entregar os culpados.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CORAL

O coral Universitário Gazzi de Sá, ligado a Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), continua com inscrições abertas para preencher seus quadros. As inscrições podem ser feitas, solicitando a ficha, através do e-mail maestro.eduardo@hotmail.com ou na Coordenação de Extensão – COEX ( Reitoria).
O grupo atua na UFPB desde a década de 60 e desde 2003 está sob a batuta do maestro e professor do Departamento de Educação Musical, Eduardo Nóbrega que implantou uma nova técnica de trabalho, onde os movimentos cênicos estão relacionados à melodia interpretada pelo grupo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

RACHEL DE QUEIROZ

A leitura, como sempre, atropelada. Uns livros invadindo o espaço dos outros. Só agora consegui terminar Biografia – Tantos Anos (Arx, 2004, 285 págnas), de Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003), escrita em parceria com sua irmã Maria Luíza de Queiroz. Daqueles livros bons que a gente fica com uma saudade quando acaba. Da Rachel sempre gostei, mas confesso que desconhecia um pouco sua história. Conhecia mais a obra que a vida. Narrativa tranquila, quase no ritmo do balançar da rede na casa da fazenda da família, descrita pelas duas. Aqui e acolá uma pontinha de identificação com coisas do tipo laços de família, apego ao lugar de origem e principalmente aos seus entes queridos. Como diz Rachel, “famílias, a natureza as faz, mas a gente arruma ou organiza”. A aridez, muitas vezes encontradas na obra de Rachel, não passa nem perto de sua personalidade.


Meio teimosa, a escritora foi convencida pela irmã a contar um pouco de sua vida. Luiza fez uma verdadeira campanha, pois ela insistia em não querer. “Você sabe que eu não gosto de memórias. Nunca pretendi escrever memória nenhuma. É um gênero literário – e será literário mesmo? – onde o autor se coloca abertamente como personagem principal e, quer esteja falando bem de si, quer confessando maldades, está em verdade dando largas às pretensões do seu ego – grande figura humana ou grande vilão....O ponto mais discutível em memórias são as confissões, gênero que sempre abominei, pois há coisas na vida de cada um que não se contam”. Leitora voraz de quase todos os gêneros, tinha como hobby ler romances policiais e, imaginem só, biografias. Segundo sua irmã mais nova, Luiza, “em todas as casas onde Rachel morou, ou mora, no Rio ou no Sertão, as paredes que não abrigam quadros são cobertas por estantes de livros. Livros de toda espécie, nacionais, portugueses, franceses, ingleses, antigos e novos, livros dos amigos escritores, numa certa miscelânea, mas tem de tudo”.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Música


Acho que este será um ano musical. Entre outros, ando apaixonada por um cd de Zélia Duncan, “Pelo sabor do gesto” (Universal Music, 2009). Ele tem participações de Fernanda Takai, que adoro, e Chico César, nosso atual secretário de Cultura aqui na Paraíba. Aliás, o primeiríssimo secretário da pasta, uma vez que ela acaba de ser criada. E tem também a música de trabalho “Tudo sobre você”, uma graça. Boa música. Mas, pensando melhor, este ano será o que quiser. Que venha 2011.

Tudo sobre você

Zélia Duncan
Composição: John Ulhoa - Zélia Duncan

Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você


Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dez mandamentos para ser feliz em 2011

por Roberto Shinyashiki


Ao invés de ficar refém daquela lista de promessas difíceis de cumprir...
Que tal começar 2011 de uma forma mais leve?

Suba no palco da felicidade e seja o protagonista de uma história regada com doses de tranquilidade e alegria!



1- Curta mais a sua companhia
Aprenda a viver feliz mesmo sozinho. Convide um amigo para ir ao cinema, mas se não encontrar alguém disponível vá com a pessoa mais fascinante do mundo: você mesmo.

2- Tenha alto astral
As pessoas competentes são aquelas que conseguem manter uma postura positiva mesmo nos momentos mais difíceis. Ficar com cara carrancuda, só piora a situação e não ajuda na resolução dos problemas.

3- Viva com paixão
Procure estar por perto de pessoas com alegria de viver e manter-se afastado de indivíduos baixo astral, aqueles que secam até arruda e pimenteira.

4- Cuide bem do seu corpo
Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida saudável. Lembre-se, o seu corpo é o seu templo. Gostar de você mesmo, significa gostar dos outros e deixar as portas abertas para que gostem da gente também.

5- Invista em você todos os dias
Nós somos arquitetos da nossa personalidade. Quando a pessoa nasce Deus lhe dá um potencial infinito que poucas aproveitam. Pense em si mesma e trabalhe firme. Ser o cocriador de si é o maior desafio da vida.

6- Celebre as vitórias
Compartilhe seu sucesso com pessoas queridas. Mesmo as pequenas conquistas devem ser celebrada com alegria. Grite, chore, encha-se de energia para os próximos desafios.

7- Tenha uma vida espiritual
Conversar com Deus é o máximo, especialmente, para agradecer as dádivas recebidas. Mantenha o hábito de rezar antes de dormir, é bom para o sono e melhor ainda para a alma. A oração e a meditação são forças de inspiração.

8- Crie tempo para as pessoas importantes da vida
Filhos, maridos, pais e irmãos são as pessoas que vão estar com você nos melhores e piores momentos da sua vida. Embora eles não pareçam tão importantes na correria do dia a dia, são eles que darão força para continuar.

9- Tenha amigos vencedores
Campeões falam de e com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores. O diz-me com quem andas, continua válido, mais do que nunca.

10- Diga adeus para quem não lhe merece
Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é uma forma cruel de masoquismo. Não deixe que relacionamentos inconsistentes atrapalhem sua vida. Se você tiver um marido em casa que não esteja usando: empreste, venda, alugue, doe para uma instituição de caridade, enfim, deixe o espaço livre para um novo amor.


Fonte: www2.uol.com.br

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SALÃO DE LIVROS

Curtindo o Salão de Livros em João Pessoa/PB

Algumas de minhas aquisições.


Agora que terminou, torcendo pela realização do 2º Salão Internacional do Livro na Paraíba em 2011. Que ele aconteça independente de motivações políticas e que tenha a devida divulgação. De resto, é criar o hábito e a vontade de participar desta deliciosa feira de livros. Deixemos as avaliações críticas para os organizadores, responsáveis por corrigir erros e definir estratégias mercadológicas mais eficientes. Até lá, se Deus quiser.  


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NEVE E LIVROS

Nem uma coisa nem outra. Acabei embalando na leitura de revistas e mais revistas, e deixei Saramago e Rachel de Queiroz para depois. Aproveitei também para terminar de ler “Neve”, de Orhan Pamuk  (Companhia das Letras, 2006, 488 páginas). A história de Ka, poeta exilado na Alemanha, que viaja a uma pequena cidade turca sob o pretexto de investigar a onda de suicídios entre jovens muçulmanas que assola o vilarejo, um microcosmo dos conflitos raciais, políticos e étnicos da Turquia, além de palco da sua tragédia pessoal. Bom. Mas bom mesmo está sendo ter uma semana inteirinha de livros no Espaço Cultural, aqui em João Pessoa. Espero que este 1º Salão Internacional do Livro da Paraíba seja o primeiro de muitos. Que a cultura ocupe cada vez mais aquele espaço, muitas vezes palco de feiras de carros e bugigangas. Que o 2º Salão  venha cada vez melhor, de preferência com mais divulgação.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ESTOU LENDO...


Terminando de ler CHICO BUARQUE, de Wagner Homem (Leya, 2009, 352 páginas), curador do site oficial do cantor. Impressionante a musicalidade das letras de Chico, elas “cantam” mesmo no papel. Confesso, mesmo sendo muito fã, nunca tinha percebido esse fenômeno. O livro traz histórias, sempre contextualizadas, relacionadas às circunstâncias em que foram compostas as canções. Narrativas por vezes engraçadas, tristes, reveladoras ou simplesmente curiosas. Um deleite. Agora é partir para a pilha de livros que me assombra e espera. Acho que vou deixar Saramago furar a fila. Recebi estes dias pelo correio uma de suas biografias, escrita por João Marques Lopes. Difícil vai ser resistir a outro bom livro de memórias, desta vez narrada pela escritora Rachel de Queiroz e sua irmã Maria Luíza de Queiroz. Bom, acho que fico com os dois.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pós Férias


Pausa. Férias. Bom demais diminuir o ritmo, limpar a mente, abandonar a agenda. Quase tinha esquecido a existência de um mundo além da correria do dia-a-dia. Bom demais rever lugares da infância. Mesmo sentindo-se estranha ao não se ver tão “em casa” nestes lugares. Bom estar em companhia de quem se ama. Pena perder alguém tão querido logo na volta. Dizem que “é a vida”, e foi desta janela que ela começou a se configurar para mim. Descobri que quando se está bem com suas lembranças, sempre se está “em casa”.