Eis o nome da tal confusão mental que dizem acometer aqueles que enfrentam mudanças meridionais. Essa tal “fadiga de viagem” grudou em mim como chiclete velho. Não era para menos. Mais de 50 horas de voo, ida e volta, e outras tantas em trânsito. Mas desconfio mesmo que essa leniência tem outra explicação. Misto de saudade, grande, e de inconformismo. Saudade de minha família do sol nascente, linda, divertida, amada. E como se conformar e simplesmente voltar à “realidade” depois de ver que esse papo de primeiro mundo não é balela? Acreditem, cidadania e dignidade existem, sim senhor. Cidades limpas, direitos respeitados, horários cumpridos, um mundo sem violência e medo, tantas e tantas coisas. Bom demais estar de volta ao palco de minha morada. João Pessoa (PB) é encantadora. O Brasil é um país rico e mágico. Mas a vida seria mais fácil se ao invés de “desenrolar” uma história a gente pudesse viver em uma sociedade honesta, justa e menos egoísta. Como faço para voltar para casa? Justo agora que descobri ter dupla cidadania?Já não bastava ser geminiana?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
JAPAN
Pisando nos mistérios do Oriente! Descobri que o outro lado do mundo não existe....a realidade é que é bem maior que nosso mundinho cotidiano. O Japão não é apenas outro país, mas outro planeta, um lugar realmente encantador, cheio de mistérios e surpresas. Depois de quase dois dias entre aeronaves e aeroportos, a emoção de sobrevoar Casablanca e a distante Sibéria, voltei a estar em casa. Irmã, cunhado, sobrinhos. Conhecer os pequenos novos membros, tão familiares em pequenos detalhes. Apenas um instante e a distância já não mais existia. O mal estar do fuso horário, esse tenho certeza que não passa nunca mais. Mas não tem mesmo como voltar ao que se era depois de pisar por essas terras.
| Indo para Miyajima, cidade da província de Hiroshima, para ver o Hanabi. |
Pisando nos mistérios do Oriente! Descobri que o outro lado do mundo não existe....a realidade é que é bem maior que nosso mundinho cotidiano. O Japão não é apenas outro país, mas outro planeta, um lugar realmente encantador, cheio de mistérios e surpresas. Depois de quase dois dias entre aeronaves e aeroportos, a emoção de sobrevoar Casablanca e a distante Sibéria, voltei a estar em casa. Irmã, cunhado, sobrinhos. Conhecer os pequenos novos membros, tão familiares em pequenos detalhes. Apenas um instante e a distância já não mais existia. O mal estar do fuso horário, esse tenho certeza que não passa nunca mais. Mas não tem mesmo como voltar ao que se era depois de pisar por essas terras.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
ROCK AND ROLL
Um dos gêneros mais rebelde e contestador do mundo da música hoje faz aniversário, 13 de julho é o Dia Internacional do Rock. A data foi decretada em 1985, quando foi promovido o primeiro Live-Aid, um mega-show que teve por finalidade arrecadar fundos para combater a miséria do continente africano. O rock já tem mais de 50 anos, é praticamente um vovô, mas continua símbolo de rebeldia e contestação. Seja qual for a idade que você tenha hoje, é impossível nunca ter ouvido o som de Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, Lead Zeppelin, Pink Floyd, Jimmy Hendrix, Janis Joplin... e tantos outros papas do rock. Um universo com mais de cinco décadas de história para contar, muita estrada e muito som. Cresci embalada pelo rock, a cara da paulicéia desvairada, minha eterna referência de lugar. O som dos anos 80 no roteiro da adolescência. Já fui a muitos, muitos shows. Tantos, que hoje nem tenho mais disposição. Mas um dos melhores foi o 1º dos Rolling Stones por essas bandas, na turnê de divulgação do álbum "Voodoo Lounge". Estava lá por acaso, trabalhando na produção, pouco interessada e cansada. Um começo de tumulto após o fim dos ingressos me prendeu no estádio. Quando as luzes se acenderam e aquela voz rouca invadiu o Pacaembu (meu amado Morumbi estava com rachaduras e o show foi transferido de última hora), entendi que a tal magia da banda era verdadeira. E viva o rock! E viva a boa música, seja ela qual for.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
1968
Mais uma passadinha pelo texto agradável de Zuenir Ventura. “1968. O que fizemos de nós” (Planeta, 2008, 220 páginas), é leitura obrigatória para quem se encantou com o livro que marcou uma geração e uma época, “1968, O ano que não terminou”. Não sei bem o motivo, talvez por ser também meu ano de nascimento, mas sempre tive um carinho especial. Segundo Zuenir "suspeita-se que 1968 não foi um ano, mas um personagem - inesquecível e que teima em não sair de cena". Interessante a ponte que o autor faz entre um livro e outro. Interessante saber o que pensam os personagens da época. O frescor habitual do autor levou-me para o lado leve da obra. Uma lista do que não existia naquela época, e que hoje é lugar comum. Estes somos nós em 2011:
CD, DVD, Gisele Bündchen, bala perdida, telefone celular, internet (Web, Google, Orkut, site, e-mail, MSN, Second Life), alimentação diet, Viagra, Big Brother, mania de correr, notícia em tempo real, interatividade, iPod, AIDS, medo de colesterol, medo de assalto, grades nos prédios, piercing, depilação dos grandes lábios, Botox, seios turbinados, o “estarei fazendo”, anorexia, globalização, DNA, pensamento único, academias de musculação, Bill Gates, baile funk, controle remoto, forno de microondas, TV em cores, TV a cabo, garotas de programa (com este nome), shopping centers, ecstasy e mania de fazer lista como esta.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
VERMELHO E BRANCO
Aproveitando o mote do post anterior, confesso. Uma pontinha de inveja dos pacientes do psicanalista Contardo Calligaris, autor do livro “A Mulher de Vermelho e Branco” (Companhia das Letras, 2011, 205 páginas). Como ele, também acredito, não dá para confiar num analista que circula só nos porões da mente, e não nos da vida. O texto está recheado de elementos autobiográficos, que ilustram um enredo que une investigação psicanalítica e policial. Diverti-me tentando desvendar o mistério do limite entre ficção e realidade. A velha mania de querer saber mais sobre seu analista, uma tentativa quase desesperada de descobrir se ele também é humano, como você. Aqui, volto novamente para a tal da inveja, a tal do Zuenir Ventura. Em algum momento um dos seus entrevistados diz ser comum a inveja que o paciente sente do aparente equilíbrio do seu analista. Bom mesmo é que a generosidade de uma amiga, ao emprestar seu livro novo, proporcionou uma leitura agradável. Bons momentos ao lado de Carlo Antonini, personagem principal. Ele recebe uma nova paciente em seu consultório, em Nova York. O que parece uma consulta trivial, pouco antes de uma viagem que o terapeuta fará a São Paulo para uma palestra e alguns dias de férias, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, uma organização suspeita de terrorismo, um assassinato e uma história familiar de vingança. Sem contar o (re)encontro com uma namorada vietnamita dos tempos em que morou em Paris.
Sobre o autor
Calligaris nasceu em 1948, em Milão. Estudou em Genebra e Paris, onde iniciou sua formação psicanalítica. Radicado no Brasil, é Doutor em Psicologia Clínica pela Universidade da Provença, na França, onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", estudo sobre a personalidade burocrática, foi professor de Antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e de Estudos Culturais na New School of New York. É autor de diversos livros e também é colunista da Folha de S. Paulo, desde 1999.
domingo, 19 de junho de 2011
INVEJA
Prazer e diversão na leitura de “Inveja – Mal Secreto”, do jornalista e escritor Zuenir Ventura (Objetiva, 1998, 264 páginas). Trata-se do primeiro volume da coleção Plenos Pecados. Sete autores diferentes escrevendo sobre um vício capital: inveja, luxúria, avareza, preguiça, ira, soberba e gula. Daqueles livros que você vai lendo devagar, que é para não acabar logo. E que quando termina deixa saudades. Sem contar o prazer de se descobrir invejoso e invejado. Isso mesmo, confessemos este pecado universal, que atinge a todos sem a menor discriminação.
Segundo um dos padres entrevistados pelo autor, nas confissões “só as pessoas puras expressam diretamente. Dizem para nós: Tenho muita inveja de fulano, preciso me curar.”Já uma das psicanalistas entrevistadas diz o seguinte: “Há que se distinguir a inveja que é consciente, admitida pelo sujeito, da inveja que existe e da qual o próprio invejoso não se dá conta conscientemente. (...) Todos nós, evidentemente, carregamos um tanto dela dentro de nós. O problema não é a existência em si da inveja no indivíduo, e sim o quanto ela é prevalente e/ou ativa na vida do sujeito.”
Ah! Antes que esqueça, confesso a enorme inveja sentida ao ler o livro do Zuenir Ventura do meu companheiro, autografado. Queria que o livro fosse meu, e queria também ter podido estar na palestra do escritor aqui em João Pessoa. Afe! Essa coisa, a tal da inveja, aparece quando a gente menos espera!
sábado, 18 de junho de 2011
18 de junho
Carinho dos amigos queridos, minha família linda, e uma vida inteirinha pela frente. Entre presentes e lembranças, a descrição de minha mãe do dia do meu nascimento. Olhinhos brilhando, um sorriso no rosto, quase pude me ver nascendo em sua narrativa. Presente que não tem preço ver a sua alegria ao relembrar este dia.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
STOP
Tempo para ter tempo. Nada de muita programação, apenas a fluidez das horas sentidas. Tomar café na cama, assistir ao jornal matinal relaxada, dormir fora de hora e, máximo dos máximos, assistir a sessão da tarde comendo besteiras nada saudáveis. Férias de mim mesma e dessa vida estilo maratona.
terça-feira, 31 de maio de 2011
127 Horas
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| Divulgação |
Engraçado esses recortes inconscientes que a gente acaba fazendo das coisas, pessoas, projetos. A vida é uma ilha de edição. Fazemos cortes a todo o tempo. Melhoramos lembranças, esquecemos pessoas. Que os deuses me livrem de uma vida linear. Andei pensando porque, no meio de tantos livros, filmes, artigos, que como boa geminiana estou sempre xeretando, escolho um ou outro para escrever sobre. Coisas do mundo da psicanálise. Por esses dias resolvi assistir 127 Horas (Drama, 2010, Reino Unido, 93 min). Tirando filmes de terror, que esses não alcanço coragem (isso mesmo, coragem, é ridículo) de assistir mesmo, não tenho exatamente um estilo. Adoro documentários, drama, aventura, espionagem, animação, enfim, meu gênero preferido é o bom filme. Fiquei com esse filme por semanas na gaveta, enquanto esperava o empurrãozinho para levá-lo até o DVD. Meio solitário, confesso que não sei exatamente se gostei, ou não. Se bem que, fico pensando, alguém deve 'gostar' de um filme que mostra algo tão cruel, tão real?
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| Divulgação |
O tempo todo me colocando no lugar do personagem, tão solitário, e pensando se teria coragem de tal ato, cortar a própria mão para sobreviver. Afligi-me o tempo todo. Antes, com a expectativa. Durante, uma angústia. Depois, um desconforto em relação a essas situações que nos deixam num beco sem saída. Ou com saída estreita, como mostra o filme onde, em maio de 2003, Aron Ralston (James Franco) trilhava uma aventura pelos canyons de Utah, nos Estados Unidos, e acabou ficando com seu braço preso por uma pedra após uma queda dentro de uma fenda. Sozinho e isolado do mundo, sua luta pela sobrevivência foi relatada em um livro e durou o tempo que batiza esta produção, 127 horas. Em sua rotina agoniante, ele se recusa a assumir o papel de coitadinho. Registra tudo, material que depois serviu de base para o filme, dirigido por Danny Boyle o mesmo de Quem Quer Ser um Milionário?.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Hoje acordei pensando assim...
"Tenho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída"
Clarice Lispector, in Um Sopro de Vida .
Clarice Lispector, in Um Sopro de Vida .
quinta-feira, 26 de maio de 2011
ANTES QUE O MUNDO ACABE
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| Divulgação |
Por esses dias o mundo estava para acabar. Parece que erraram, mais uma vez. Lado bom, vida pela frente. Lado ruim, as contas terão que ser pagas, não tem perdão. Por esses dias, também, me deparei com um filminho daqueles que você não sabe bem de onde veio, não tem referências. “Antes que o Mundo Acabe” (Drama, 2009, 97 min, Brasil) é uma comédia dramática juvenil cheia de referências aos hábitos e linguajar do Rio Grande do Sul, os personagens não se esforçam para serem entendidos. A gente é que vai se acostumando, e quando vê já entrou na história. Um filme leve, simpático, poético e bem humorado. Com um espírito meio caseiro, mas que também deixa entrever um cuidado em sua produção (mesmo que às vezes pareça meio simplório demais). Daqueles títulos para assistir no final da tarde de domingo, sem pretensões, com um pote de pipoca e guaraná. Simples prazer, que conquistou o prêmio de Melhor Filme Juvenil no 15º SCHLINGEL - Festival Internacional de Cinema para Crianças e Jovens (2010, Alemanha).
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| Divulgação |
O enredo é o seguinte. Daniel (Pedro Tergolina) tem 15 anos e vive numa pequena cidade, no interior do Rio Grande do Sul. Em sua existência restrita, vive seus pequenos dramas: uma namorada que não sabe o que quer, o melhor amigo sendo acusado de ladrão e o pai que reaparece depois de 15 anos, mostrando para o menino, por meio de fotografias, que existe muito mais além das fronteiras de seu restrito mundo. Trata-se da estréia da curta-metragista Ana Luiza Azevedo na direção de um longa, depois de aclamada carreira formada por curtas produzidos na Casa de Cinema de Porto Alegre, uma das principais produtoras cinematográficas brasileiras, centrando grandes talentos do cinema produzido no Rio Grande do Sul, como Jorge Furtado.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
OS LIVROS NÃO MORRERAM
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| Revista Veja - edição 2217 |
Grande satisfação a capa da revista Veja desta semana (edição 2217 – nº 20, 18 de maio de 2011), com destaque para a multiplicação de leitores. Segundo a reportagem, ao contrário do que se acreditava, o advento da Internet e as novas tecnologias não mataram os livros. Assim como não aconteceu com o surgimento do cinema, televisão, DVDs, videogames, etc... “Pois o que se vê é a multiplicação dos jovens que gostam de ler, reconhecendo que um bom texto ainda é, para a vida pessoal e profissional, um instrumento decisivo”, afirma a matéria da Veja, em letras garrafais. E tem mais, pois o texto também contraria a previsão daqueles que imaginavam serem prejudiciais essas manias, verdadeiras febres juvenis, de Harry Potter e companhia. Na prática, o que aconteceu foi que aqueles leitores, que entraram no mundo do livro por essa porta, acabaram descobrindo o prazer de leitura e foram em frente, em busca de clássicos e outras leituras. Até a os livros de autoajuda, vejam só, também acabaram se mostrando positivos, como porta de entrada à leitura.
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| Fonte: http://www.shoptime.com.br/ |
Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria Quase não tínhamos livros em casa
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.
domingo, 1 de maio de 2011
MADE IN PARAÍBA
Lojas Só Couro
Lairton-Artesão
*Preços especiais para revenda
| Foto: Lilla Ferreira |
Se for verdadeira a máxima que diz ser o artesanato brasileiro um dos mais ricos do mundo, é certo que o Nordeste contribui muito para isso. Uma diversidade de estilos, materiais e peças. Há mais de uma década de volta ao meu local de origem, de onde tinha tão poucas referências (fui embora muito cedo), ainda me surpreendo com tantas belezas. Esses dias paralisei, enquanto esperava o mestre Ariano Suassuna para falar em um evento que homenageava, vejam só, a cultura popular. Já tinha ouvido falar por uma amiga sobre estas sandálias, mas não imaginava tal encanto. Em outras terras talvez fossem artigo de luxo, mas aqui em João Pessoa (PB) são vendidas em um bairro simples, num mercado popular, longe do circuito das praias e seus artigos/artesanatos para turistas. Fiquei encantada com o colorido e a criatividade.
Quem estiver interessado!
Lojas Só Couro
| Foto: Lilla Ferreira |
Lairton-Artesão
Mercado Público de Mangabeira
Box 6 - João Pessoa – PB
Box 6 - João Pessoa – PB
Contato:
(83) 8831-1312 / 9623-2235
(83) 8831-1312 / 9623-2235
*Preços especiais para revenda
ARIANO-ESPETÁCULO
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| Ariano Suassuna, cumprimentando sua platéia. (Foto: Helder Pinto) |
O paraibano Ariano Vilar Suassuna, aos 84 anos, tem a mesma empolgação dos primeiros anos de trabalho. Quem já teve o prazer de se encantar com o discurso do escritor, não duvida. Foi o que constatou o (grande) público que compareceu à abertura do VII festival de arte e cultura do Sindicato dos Bancários da Paraíba (BANCARTE), dia 28, em João Pessoa (PB). O que transparece em Ariano não é só sua paixão pelo mundo das letras, mas pela vida e seus personagens. E ele mesmo é o seu melhor personagem. Engraçado, espirituoso, teimoso, inteligente, cativante. Sua fala reflete uma história de vida. Quando ele fala (ou se apresenta?) hipnotiza platéias. Extrapolando sua função de orador, transforma-se ele mesmo em um evento. Torna-se um “homem-espetáculo”, capaz de conquistar até mesmo seus opositores, com uma visão bem pessoal sobre a vida e a arte.
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| Chico César, na platéia (Foto: Helder Pinto) |
Até mesmo as historias repetidas provocam risos, a gente vê graça no contador, com sua estética divertida. Neste encontro, ele chegou reclamando de uma gripe, pedindo desculpas pela fala difícil. Bastou começar, e já parecia ótimo. Foi logo dizendo que apoiava o músico Chico César, também nosso secretário de Cultura do Estado, o primeiro da pasta. Apóia Chico em sua postura polêmica de selecionar apenas artistas ligados a cultura nordestina paraibana para a festa de São João. Como se estivesse em sua sala de visitas, falou sobre a eterna luta pela cultura popular. Afirmou que a atuação como escritor tem sentido didático. “Assumo o papel de dizer coisas que outras pessoas não dizem”, explica o escritor.
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| Arian Suassuna (Foto: Helder Pinto) |
Lembrando que suas duas maiores paixões de infância, os livros e o circo, continuam muito acesas. Atualmente atuando também como secretário-chefe da Assessoria Especial do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ele criou o “Circo da Onça Malhada”. Um projeto que já percorreu cerca de 63 municípios. Ele, que já foi secretário de Cultura no primeiro mandato de Campos, disse não estar preocupado com essa coisa de título. “Só me orgulho do cargo de escritor Ariano Suassuna”, concluiu.
Mais fotos
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| Ariano, animado com a conversa no BANCARTE (Foto: Helder Pinto) |
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| Ariano, irreverente (Foto: Helder Pinto) |
sexta-feira, 29 de abril de 2011
CINEPORT EM JOÃO PESSOA
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| Foto: Divulgação |
A última edição na cidade aconteceu em maio de 2009, e era de se esperar que esta edição (bienal) acontecesse em data similar. Ledo engano. Mais uma vez as mudanças políticas afetam, especialmente, a cultura e seus afazeres. O Fenart sequer terá sua edição este ano. Tantos outros eventos que aparecem, desaparecem, e só confundem os interessados. Desse jeito fica difícil formar público. No período do Cineport talvez não esteja na cidade. Em sua quarta edição, fui a todos os dias, por prazer e necessidade. Realizando a cobertura para o jornal A União, um trabalhozinho bem divertido.
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| Foto: Lilla Ferreira Usina Cultural Energisa |
Mais informações:
http://www.festivalcineport.com/2011/default.asp.
FOTOS - 4º edição - João Pessoa/PB - Usina Cultural Energisa
Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa
Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa
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| Com o mestre Linduarte Noronha |
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| Grande público |
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| As andorinhas |
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| Com Emiliano Queiroz Almoço promovido pelo Governador |
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| Entrada da tenda de exibição |
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| Longas filas |
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| Bode-Arte Uma diversão, bodes espalhados por todos os lados |
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| Exibição de Nome Próprio, com Leandra Leal |
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| Encerramento |
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