segunda-feira, 23 de abril de 2012

DIA DO LIVRO

O nosso calendário é repleto de datas comemorativas. Fora as celebrações religiosas, temos um dia especifico para tudo o que se julgou necessário comemorar ou lembrar, ou seja, todo o dia é dia de algo, alguém ou alguma coisa. Temos o dia das mães, dos pais, das crianças, dos professores, dos trabalhadores. Há também o dia da mulher, da paz mundial, do amigo, do índio, da árvore, do abraço. Sem contar que todo o dia é dia de um santo, e eles existem para todos os gostos, necessidades e milagres

Pois bem, além dessas datas conhecidas por todos nós(ou não), hoje comemoramos o Dia Internacional do Livro. A data, estabelecida em caráter definitivo pela Unesco em 1996, homenageia dois gigantes máximos da literatura ocidental. O 23 de abril seria, por uma lenda repetida universalmente, o dia em que morreram, no mesmo ano, o espanhol Miguel de Cervantes (1547 – 1616), o inventor do romance moderno com Dom Quixote, e o inglês William Shakespeare (1564 – 1616), o inventor do humano, como o chama Harold Bloom.

Que tal comemorar a data escolhendo um bom livro? Afinal, leitura é fundamental para desenvolver um cidadão criativo, curioso, crítico, capaz de organizar suas próprias idéias. O assunto é sério, e merece outras e outras reflexões. Mas hoje é dia de pegar um livro, mas não por obrigação. Que tal ler um bom livro por puro prazer?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

BRASIL NO FESTIVAL DE CANNES

Divulgação
O cinema do Brasil será o convidado de honra do 65º Festival de Cannes, que acontecerá de 16 a 27 de maio. O filme mais recente do cineasta Nelson Pereira dos Santos, "A Música Segundo Tom Jobim", será exibido em uma sessão especial, como parte da presença de honra brasileira no festival.

E não para por aí, o filme “Na Estrada”, dirigido por Walter Salles está entre os selecionados para competir. Adaptação do livro "On the Road" de Jack Kerouac, o longa acompanha Dean e Sal, que percorrem as estradas dos Estados Unidos em busca de autoconhecimento.

O filme traz Sam Riley, Garrett Hedlund e Kristen Stewart nos papéis principais. A brasileira Alice Braga, Amy Adams, Viggo Mortensen, Steve Buscemi, Tom Sturridge e Elisabeth Moss completam o elenco. O longa tem estréia prevista para 15 de junho no Brasil.

Marilyn
O Festival de Cannes também faz homenagem a Marilyn Monroe, escolhendo-a como efígie da sua edição de 2012. Cinquenta anos depois do seu desaparecimento, a atriz continua a ser uma das principais figuras do cinema mundial, referência eterna. Símbolo de graça, mistério e sedução.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

DEFESAS NATURAIS


David Servan-Schreiber
Terminando a leitura do livro ANTICÂNCER – PREVENIR E VENCER USANDO NOSSAS DEFESAS NATURAIS (Fontanar, 2011, 312 páginas), do médico psiquiatra e pesquisador David Servan-Schreiber. O tema não tem nada a ver com o momento, afinal ele me foi dado de presente ainda no Natal passado. Mas a coincidência, ter enfrentado problemas médicos nos últimos tempos em família, me faz pensar o motivo que nos leva a alimentar essa indústria da ‘saúde’, optando por remédios último tipo e deixando de lado hábitos saudáveis. Alimentação correta em no mínimo três refeições, e uma caminhada de no mínimo 30 minutos por dia, fazem milagre por qualquer corpinho.

O autor do livro teve uma sobrevida de 20 anos após a descoberta casual de um tumor em seu cérebro. O diagnóstico inicial era de seis meses de vida. Determinado a compreender a doença, fez um extenso levantamento de estudos científicos sobre alimentos, terapias complementares e fatores que poderiam ajudar na sua recuperação. Ele nunca abandonou o tratamento tradicional, algo que defendia também, afinal era médico. Mas foi sentindo na carne as dificuldades do câncer, que ele descobriu caminhos para fortalecer as células saudáveis de seu corpo e vencer a luta por um bom tempo, até julho de 2011.

David destaca também a necessidade da luta sistemática contra o sentimento de impotência e o estresse. “Sabemos que sentimentos de impotência desencadeiam a liberação de hormônios que ativam as funções de ‘urgência’ do organismo – como os mecanismos de inflamação -, que podem facilitar o crescimento e a propagação de tumores. Paralelamente, o estresse reduz a atividade de todas as funções que podem ser colocadas em ‘modo de espera’, como a digestão, a reparação dos tecidos e o sistema imunológico”, afirma o médico. Portanto, pacificar o espírito pode ser um excelente remédio.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PÓS-GUERRA

Com minha irmãzinha Rogéria,
"A Forte", no dia de sua alta
O medo de perder minha irmãzinha querida, 40 dias no hospital por causa de sérios problemas respiratórios, fez com que a vontade de escrever fosse embora (o tempo, então, esse voou). Pior ainda, nos primeiros 25 dias, período em que ela ficou na UTI num vai e vem entre gravíssimo, grave instável/estável, toda e qualquer vontade desapareceu. Como se tivesse sido abduzida para outra dimensão, atos e palavras manipulados por controle remoto. Instinto. Medo e angústia misturados a uma inexplicável certeza de que tudo acabaria bem. Fé ou ataque de Polyana, fuga, não sei bem o quê. Não importa o motivo, sobrevivemos.

Tudo acabou bem. A grande nuvem foi embora e naquela tarde em que saímos do hospital parecia que o mundo tinha voltado ao seu lugar, o meu mundo com certeza. Acho desnecessário ter que passar por algo terrível para dar uma chacoalhada em valores e projetos, mas bem que funciona. Perspectivas surgem e por um bom tempo a gente acha que tudo está lindo. Como reclamar de pequenas coisas se somos capazes de sobreviver às grandes? Qual a real dimensão de sentimentos e problemas? Ainda me encontro absolutamente cansada, física e emocionalmente, mas feliz por temos recuperado nosso cotidiano familiar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ABOIO

Divulgação/UFPB
Cerca de 20 jovens do município de São José dos Ramos (PB), capacitados pelo projeto de audiovisual Janela do Mundo, iniciaram as gravações de um documentário sobre a vida de vaqueiros e aboiadores da Zona da Mata paraibana. O objetivo é contribuir com a preservação da memória e da autoestima da cidade, conhecida como a terra dos aboios, pois os vaqueiros do lugar guiam a boiada para os pastos ou para o comércio em outras localidades, ao som do canto melancólico. O documentário será lançado em março, na festa do padroeiro do município. Para mais informações, visite o site da UFPB.

Fonte: Ministério da Cultura

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DIA DO GATO


Gato Sivuca

Para mim todo dia é dia de gato, mas no Japão o dia 22 de fevereiro é especialmente dedicado aos bichanos, um dia de festa. Por lá  os felinos são considerados animais que trazem sorte. Já perdi a conta de quantos tive até hoje, sei que foram muitos e todos me fizeram muito feliz. O gatinho da vez, que como todos os outros foi acolhido depois da crueldade do abandono, é o esperto Sivuca, essa figurinha com cara de assustado!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

BARTLEBY

Prefiro não fazer...

Divulgação
Fase meio Kafkaniana, passeando entre personagens de “O Processo” e “Metamorfose”. Enredada em um cenário que parece não me pertencer. Para combinar com esse tom meio opressivo, a leitura do divertido “BARTLEBY, O ESCRITURÁRIO – Uma História de Wall Street” (L&PM POCKET, 2003, 96 páginas), de Herman Melville. Livrinho de fácil manuseio, quando o peguei nas mãos nem tinha percebido tratar-se do mesmo autor do clássico Moby Dick. Me encantei pela capa, confesso. A desconcertante resposta “- Prefiro não fazer...”, proferida por Bartleby todas as vezes que lhe pedem uma tarefa, perturba não apenas seu chefe, mas especialmente ao leitor. Eleito pelo escritor Jorge Luis Borges como uma das obras literárias mais importantes da humanidade, Bartleby, o escriturário é considerado por muitos como precursor do existencialismo do século XX.

Com sutileza, Melville constrói Bartleby como a antítese de uma época onde os valores materiais e o trabalho adquiriram status de indispensável, e a ganância passou a ser uma qualidade. Seu personagem, sem nem precisar falar, consegue inverter essa lógica e colocar os leitores diante de um paradigma – quem tem a vida mais absurda? Em meio aos monstros, terroristas e assassinos das histórias de hoje, a renúncia silenciosa do inofensivo Bartleby é a que causa mais destruição.

Pois é, tem coisas que sei não, prefiro não fazer...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O SERTÃO DE LINALDO

Divulgação
Já, já, lançamento do livro do jornalista, poeta e amigo querido Linaldo Guedes , em João Pessoa (PB). O livro  "Metáforas para um duelo no Sertão", foi editado pela Editora Patuá, de São Paulo, e custa R$ 25,00. Aos interessados, favor comparecer hoje à noite, a partir das 20 horas, ao Terraço Brasil, Cabo Branco. Garantia de uma noite para lá de agradável, com gosto de poesia e gente interessante. Afinal de contas, além de bom texto, o autor também é especialista em agregar e atrair bons amigos

A obra também pode ser adquirida no site da editora: http://www.editorapatua.com.br/

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ALMODÓVAR

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Segundo Freud, “a diferença entre os neuróticos e as pessoas normais é apenas uma questão de grau”, e olhem que não estamos falando de patologias mais graves. Na descrição do novo filme de Pedro Almodóvar, A Pele que habito (La Piel que Habito, Espanha, Suspense, 2011, 133 min.), o comentário de que o “horror tem muitas esferas”. Realmente, e o terror do cotidiano tem esferas veladas e silenciosas. Não gosto de filmes de suspense ou de terror. Não gostar é eufemismo, tenho medo mesmo. Apesar de todas as cadeiras pagas nos bancos da universidade, tratando do assunto- cinema - dos livros lidos, etc. e tal, sento lá e morro de medo do que sei que não existe. Uma pena! Mas no caso do Almodóvar, criei coragem. Senti falta dos tons alegres de suas imagens, mas com certeza a nuance utilizada foi a correta para a proposta.

Casos midiáticos como o do goleiro Bruno, Paula e Guilherme de Paula, Suzane Von Richthofen, Tim Lopes, o médico Roger Abdelmassih, o massacre de Columbine, também me assustam. Do que é realmente capaz o ser humano, os normais e os nem tanto. Às vezes o perigo está bem próximo, como a chacina do Rangel, aqui em João Pessoa (PB), quando um casal esquartejou a família vizinha, alegando como motivação do crime um desentendimento entre crianças. O perigo pode estar ao lado, dentro de casa, ou mesmo em nossas mentes. A verdade é que existe toda a sorte de leituras psicanalíticas possíveis para essas histórias, e para o filme.

Sinopse
Richard Ledgard (Antonio Bandeiras) é um cirurgião plástico que, após a morte da sua mulher num acidente de carro, se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo. Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos como os da transgênese com seres humanos. No entanto, este não será o único delito que o cirurgião irá cometer.




terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LINDUARTE NORONHA

Com Linduarte, no 4º Cineport, em
João Pessoa (2009)
Dois cursos no Departamento de Comunicação (Decom) na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) serviram para ter o privilégio de conviver de perto com o mestre Linduarte Noronha (1931/2012). Num primeiro momento, ele nos deu a honra de visitar uma exposição nossa sobre o rádio paraibano. Teve a inauguração da sala Aruanda (seu curta-metragem de estréia, 1960), e tantos outros eventos onde a gente podia contar com sua presença ilustre e agradável. Sempre simpático, bom de papo, disposto a contribuir com os alunos e profissionais da área. O cinema era sua paixão. Ele era nosso ídolo. Lembro de uma ocasião, nos corredores do Decom , quando o mestre comentou: “tenho até medo dessas homenagens, quando começa assim o cara está perto de morrer”. Ontem, 30 de janeiro, nosso cineasta preferido nos deixou.

sábado, 28 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

MIMO

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Tempos difíceis. O tempo presente costuma ser sempre o mais difícil. O saudoso passado e o brilhante futuro tornam-se, assim, um ótimo refúgio. Acho que foi Woody Allen que afirmou através do seu (mais um) alter ego Gil (Owen Wilson), personagem central no brilhante Meia Noite em Paris (Midnight in Paris, 100 min., 2011), “O presente é insatisfatório”. Assim como acreditava Faulkner, uma das tantas referências no filme de Allen, quando afirma que “o passado não passa, não morre”. Para ele o tempo é circular. Por isso é tão sério esse papinho quase auto ajuda que lembra a importância de se valorizar o simples e as pessoas. Nesses turbulentos primeiros dias de 2012 desenterrei uma palavrinha que parece meio fora de moda. Mimo, isso mesmo, alguém aí ainda lembra o seu significado? Manifestação de afeto e carinho. Delicadeza, suavidade, desvelo com que se trata alguém. Aproveito o pit stop forçado da vida e refaço listas de projetos e prioridades. No topo delas agora está a vontade de que o afeto seja a tônica deste ano, que sabiamente tem uma nova chance. Ele recomeça agora, no ano chinês que tem o dragão como símbolo. Espero que venha no estilo realismo fantástico, como o filme de Allen.

E para ilustrar alguns mimos que recebi de uma amiga - que bem conhece todos esses temas - nos últimos tempos:

Tudo muito fofo, minha cara
(amei a sacolinha, tanto quanto
o livro que veio junto!)



Detalhe da charmosa caneca
de Amélie Poulain
 







Cada pontinho(meu preferido)
feito à mão! Um mimo!



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AUSÊNCIA

Momento feliz, com minha
querida sogra e amiga
Por muito tempo o sentimento de ausência me lembrou Drummond, hoje remete à dor (e não tem poesia que dê jeito). Se a vida é uma batalha, nem de longe a morte é um fracasso. Nem se opõe à vida. Apenas faz parte. Não sou muito feita a clichês, mas tenho que concordar com o ditado popular, “só não há jeito para a morte”. E quando ela chega todo o resto fica pequenininho. Fácil, fácil, de se ajeitar. O tal do ano novo veio cheio de personalidade, no estilo Nelson Rodrigues, algo como “a vida como ela é” ou “a vida como ela quer”. Varreu planos, alterou lista de metas, transformou o significado do Dia de Reis. A partir de agora a ausência de um avô não conhecido, mas nas histórias ouvidas muito amado, terá a companhia de minha querida Orquiza Pinto, mãe de meu sempre eterno companheiro, que se foi há sete dias. Volto já, vou ali depurar meu luto!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O QUE O BRASILEIRO LEU EM 2011

Por Deonísio da Silva em 03/01/2012 na edição 675

http://www.google.com.br/
A média de venda em países desenvolvidos é 13 livros por ano, por habitante. No Brasil, há poucos anos era inferior a um livro por ano, mas depois que os governos passaram a fazer compras relevantes de livros previamente selecionados, este índice subiu para dois livros anuais por habitante. Em resumo, o brasileiro lê pouco. Mas há uma contradição nisso tudo: o mercado editorial brasileiro é um dos maiores do mundo.

Foi nesse contexto que, do ponto de vista dos negócios editoriais, o autor nacional foi um desastre para as editoras em 2011, especialmente os autores do que se entende por literatura – romance, contos, crônicas, poesia, biografia, ensaio.

No romance, gênero literário por excelência, a solitária exceção foi Jô Soares, com o romance As Esganadas (Companhia das Letras, 88.391 exemplares vendidos). Esse romance é sucesso, não pela qualidade literária inegável, com tramas muito bem urdidas, mas porque o autor é conhecido do público por causa da televisão.

O livro de qualidade pode vender pouco e isso não lhe tira os méritos. De modo análogo, pode vender bastante e ter ou não ter qualidade. Jô Soares concilia qualidade literária e desempenho comercial. Que editor não quer um autor com tal perfil?

Primeiro da lista
Nos romances vindos de traduções, houve também uma solitária exceção, a de Umberto Eco, comCemitério de Praga (Editora Record, 46.420 exemplares vendidos). O autor italiano é um fenômeno mundial desde que, ensaísta e professor universitário conhecido de poucos, ganhou a mídia internacional e a lista dos exemplares mais vendidos em todo o mundo com o romance O Nome da Rosa.

Vejamos o que ocorreu com as editoras que publicaram Umberto Eco e Jô Soares. No Grupo Editorial Record, que engloba diversas editoras, o destaque de vendas para escritores brasileiros foi A Riqueza do Mundo (7.984 exemplares vendidos), da romancista, poeta e cronista Lya Luft. Mas este seu livro, destaque em vendas, não é romance e, sim, um livro que mistura crônicas e ensaios, um dos quais dá título ao volume.

Entre os 59 livros mais vendidos do grupo, apenas 23 títulos tiveram desempenho de vendas acima de 2.000 exemplares. Em compensação, os dez livros mais vendidos da Record venderam no conjunto 299.546 exemplares, média de 30.000 exemplares por livro.

O campeão de vendas da Companhia das Letras foi Steve Jobs, de Walter Iaacson. A biografia do ícone de tablets e celulares de sucesso internacional vendeu 109.658 exemplares.

Sem anúncios
Em 2011, foram lançados no Brasil muitos livros de qualidade, de autores nacionais como de estrangeiros, mas não foi dada a devida atenção ao óbvio nos negócios: o marketing.A mídia deu sua quota de colaboração nos tropeços ao esconder livros importantes, mas é preciso que jornais, revistas, tevês, rádios, blogues etc. sejam procurados, não apenas para solicitação de apoios gratuitos, mas como parceiros de negócios editoriais.

Ouvimos, vemos e lemos anúncios de cinema, de teatro, de músicas e até de telenovelas, mas livros só muito raramente são anunciados.

[Deonísio da Silva é escritor, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, professor e um dos vice-reitores da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, autor de A Placenta e o Caixão, Avante, Soldados: Para Trás e Contos Reunidos (Editora LeYa)]